Neurofeedback surgiu com o Professor de Psicologia da Universidade de Chicago, Joe Kamiya, quando expôs suas experiências com ondas cerebrais alpha na Revista Científica Psychology Today em 1968 e, a posteriori, ganhou mais visibilidade, quando publicou em parceria com James Hardt em um jornal no Instituto Psiquiátrico Langley Porter da Universidade da Califórnia que visava comprovar a eficácia do treino do cérebro por neurofeedback.

No início, os neurocientistas do neurofeedback trabalhavam com eletrodos soltos em eletroencefalografias (EEG), mas, agora é um sistema complexo e compacto de alta tecnologia, onde os eletrodos já estão montados em uma touca e conectados a sistemas de amplificadores pequenos e potentes, que permitem exames perfeitos e mapeamento total do cérebro. Parece relevante acrescentar que o EEG em neurofeedback é diferente do EEG da visão médica, sobretudo, porque, no neurofeedback, o EEG é somente quantitativo e ainda, porque, além dessa possível avaliação inicial do cliente / paciente, o neurocientista, após detectar as inadequações das ondas cerebrais, que estejam ocasionando sinais e sintomas desconfortáveis associados às psicopatologias, como: depressão, transtorno de ansiedade generalizada, dependência química, epilepsia, autismo, transtorno de pânico, ataque de pânico, fobias, migrânea (enxaqueca), distúrbios de sono, transtorno de déficit de atenção e hiperatividade, entre outros, por meio de programas, pode inibir ou aumentar ondas, identificadas no exame inicial, que estejam fora da faixa útil para o cérebro ou seja necessária para seu melhor funcionamento respectivamente.

Além dessa tecnologia de eletroencefalografia em Neurofeedback, existe a hemoencefalografia (HEG), onde, por meio de uma luz infravermelha que fica em uma banda / faixa fixada no córtex pré-frontal do paciente, que capta o deslocamento do fluxo sanguíneo nos capilares, citosol, mitocôndria, até gerar os disparos dos neurônios do córtex pré-frontal. Com o HEG é possível se monitorar e possibilitar ao sujeito / paciente aprender a controlar esse deslocamento, proporcionando melhor concentração para atletas e pessoas com TDAH e ainda anular sinais e sintomas de diversas doenças mentais.

Com os estudos científicos já publicados até hoje, é possível, após a avaliação inicial, se detectar até se o indivíduo foi abusado na infância ou se foi negligenciado na infância (rejeitado ou se teve que ficar longe da mãe por motivo de doença).

Estes equipamentos e esta técnica, associados à técnica THE LERNING CURVE (TLC) de Peter Van Deusen chegaram ao Brasil nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste há, aproximadamente, 12 anos, e agora estão chegando ao Nordeste do Brasil, trazidos pelo Psicólogo Valdenilson Ribeiro Ribas e por sua esposa, Nutricionista Renata de Melo Guerra Ribas, ambos Pernambucanos, com o objetivo de se formar novos neurocientistas de neurofeedback e ampliar os atendimentos eficazes e não invasivos para somarmos esforços aos trabalhos dos médicos nos atendimentos de pessoas que não respondem muito bem aos medicamentos.

A curva da aprendizagem cerebral, na língua inglesa, THE LEARNING CURVE (TLC) é uma técnica desenvolvida por Peter Van Deusen, em 1994 com a ajuda da sua equipe que trabalhava e estudava o efeito deste modelo padronizado de atendimento em usuários que apresentavam transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) em 4 consultórios na cidade de Atlanta nos Estados Unidos da América.

Este modelo se consolidou a partir do ano de 2001, quando, então, já haviam experimentado seus protocolos de atendimento, não somente em pacientes com TDAH, mas também em pessoas com alteração de humor, déficit de aprendizagem, transtorno obsessivo compulsivo (TOC), dependência química, lesões cerebrais, convulsões, paralisia cerebral, acidente vascular encefálico (AVE), acidente vascular cerebral (AVC), esclerose múltipla, mal de Parkinson, distúrbios de sono, transtornos alimentares, transtornos dolorosos e fadiga.

Veja também:

Depressão

Tratamento com Hemoencefalografia(HEG)

Tratamento com Eletroencefalografia(EEG)

Transtornos de ansiedade

Déficits de Atenção e Hiperatividade

Entrevista - Graça Araújo